sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Poesias de Um Caratinguense de Dom Lara

O autor Joaquim Senra

O livro contendo 121 poesias românticas, intitulado “Mineiro Caratinguense de Dom Lara”, é a segunda obra literária de Joaquim Ferreira Senra. O anterior, de 89 poesias, 17 delas dedicadas à Caratinga, recebeu o nome de Coisas I.
Joaquim Senra tem 77 anos, 32 morando em Cuiabá, no Mato Grosso, para onde se transferiu para tentar a sorte, por indicação de um amigo da época. Os primeiros anos foram dedicados à atividade agrícola, a mesma dos tempos em que vivia juntamente com a família no distrito de Dom Lara. Por dois anos trabalhou na cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul. Após surgir oportunidade de ser contratado numa construtora de asfalto, jamais voltou para a roça, de onde tem saudades até os dias de hoje.
Em conversa com a Reportagem na manhã de ontem, na Casa Ziraldo de Cultura, por indicação do cartunista Edra, Joaquim Senra revelou que tinha a intenção de retornar à terra natal, o que de fato não ocorreu. As lembranças do tempo de infância, dos familiares e da vida simples na zona rural de Caratinga transformou em poesias, publicadas nas duas obras de sua autoria. “Lembro que fui pisquim, pessoa responsável por comentários sobre a madrugada do Sábado de Aleluia, cuja tradição é queimar o Judas em praça pública. Obviamente, que os comentários maldosos chatearam muita gente, mas era brincadeira e todos entenderam”, comentou.
Pai de cinco filhos, nenhum deles se dedicaram à literatura, porém todos incentivam a vocação de Joaquim Senra. “Tenho netos com curso superior, que me apoiam muito. Minha esposa é que mais me dá força”, destaca.
Joaquim é apegado à família. Passa temporadas em Dom Lara, em companhia de dois irmãos, que ainda moram na localidade. O gosto pela escrita surgiu aos 10 anos, quando ainda residia em Minas. A transferência para Mato Grosso e a consequente jornada de trabalho, impediram que o poeta produzisse com frequência. Aos 60 anos, com a família criada e a cinco da aposentadoria, retomou a arte da escrita. Em 2004 lançou sua primeira obra, intitulada “Coisas”. Joaquim destaca a poesia “O transplante”, uma das 17 dedicadas à sua terra natal. Em janeiro deste ano, imprimiu 500 cópias da mais recente obra, “Mineiro Caratinguense de Dom Lara: Coisas II”, dedicada aos sentimentos, sobretudo ao amor. Senra disse que tem rascunhado material suficiente para 20 livros de cordel e ainda cerca de 45 poesias inéditas, dedicadas à Caratinga. “Se encontrar alguém disposto a publicá-las, registro em cartório, em troca de apenas 40 livros para doar para familiares e amigos”.
Sobre a relação com Caratinga, tem dúvidas se procedeu corretamente em busca de melhores condições de vida. Acredita que se optasse por ficar, certamente teria tido o mesmo sucesso, no entanto conclui que a distância da cidade natal fez crescer ainda mais o apego pelos que ficaram e o amor pela região onde nasceu.



sábado, 25 de dezembro de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Revista Huai Comemora Dez Anos do salão de humor de Caratinga

Revista Huai 3 traz Agnaldo Timóteo na capa

Abertura de Retrospectiva do Salão de Humor e lançamento da Revista Huai fecham a programação de 2010 da Casa Ziraldo de Cultura com chave de ouro



Será lançada nesta quinta-feira, dia 23 de dezembro, às 20 horas na Casa Ziraldo de Cultura, a Revista Huai número 3, trazendo muito humor, notícias, entrevistas, artigos, informações, fotos e os desenhos dos artistas vencedores da décima edição do Salão de Humor e o registro histórico acerca da fundação da Casa Ziraldo de Cultura e gibiteca Turma do Pererê .
A noite também será marcada com a abertura da mostra de humor “Este Salão é Dez!” que apresentará uma retrospectiva dos trabalhos vencedores de cartunistas do Brasil e do exterior nas categorias charges, cartuns e caricaturas ao longo das dez edições que foram realizadas até aqui. Uma oportunidade para o público visitante apreciar trabalhos que foram destaques pela beleza plástica, técnicas apuradas, acompanhadas de mensagens, críticas e narrativas dos acontecimentos, apresentando temas pertinentes ao nosso cotidiano, tudo acompanhado por uma boa dose de humor, é claro!
Editada pelo cartunista Edra, a Revista Huai sempre conta com a participação de grandes nomes do nosso humor gráfico de vários estados e desta vez conta o talento de Biratan (PA), Bira Dantas (SP), Érico (MA), Ferreth (RJ), Jota A (PI), Leite (MG), Manohead (SC) e Wagner Passos (RS), além de bate papo sobre salões com Angeli e artigos assinados pelo Dr. Eugênio Maria Gomes (presidente da MAC – Movimento Amigos de Caratinga), pelo jornalista Maurício Lara ( jornal Estado de Minas), a escritora Marilene Godinho e pelo artista e pesquisador Zé Roberto Graúna (RJ).
A capa da revista é a caricatura do cantor caratinguense Agnaldo Timóteo, grande homenageado do Salão de Humor do ano passado, como caricatura temática do concurso vencida pelo Camaleão (Mariana/MG)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Lançamento: Livro "República do Silêncio"

Escritor Flávio Mateus lança reedição ampliada e revisasda do seu livro “A República do Silêncio”
Uma das novidades da nova edição, segundo o autor, é a presença de Machado de Assis narrando às histórias acontecidas em Manhuaçu na imprensa da época. O nome deriva do silêncio que se instalou sobre a história de Coronel Serafim Tibúrcio da Costa, líder do movimento que levou à independência de Manhuaçu. O escritor Flávio Mateus dos Santos vai lançar nesta próxima quinta-feira (09), às 19 horas, na Casa Ziraldo de Cultura, a 2ª edição do livro “A República do Silêncio”. Uma das novidades da nova edição, segundo o autor, é a presença de Machado de Assis narrando às histórias acontecidas em Manhuaçu na imprensa da época. Documentos originais enviados ao escritor por um juiz aposentado do Rio de Janeiro comprovam o ocorrido.
O livro “A República do Silêncio” do escritor, historiador e Mestre em História Social pela Universidade Severino Sombra (USS), de Vassouras, localizada no estado do Rio de Janeiro, é baseada na dissertação de mestrado do autor. A obra conta detalhadamente a história do período em que o município de Manhuaçu declarou a independência.
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O nome deriva do silêncio que se instalou sobre a história de Coronel Serafim Tibúrcio da Costa, líder do movimento que levou à independência de Manhuaçu. Flávio ressalta que a reescritura do livro foi um pouco mais trabalhosa. De acordo com o autor, foi preciso comprovar a veracidade dos documentos históricos reunidos pelo historiador logo após a 1ª edição.
Uma curiosidade apurada pelo escritor presente na obra é com relação a uma moeda própria criada durante o período da história da República de Manhuaçu por Coronel Tibúrcio. A moeda se chamava Boró, que em Tupi- Guarani significa “Peso”. Segundo Flávio, a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais fez uma perícia e confirmou a assinatura cunhada pelo coronel. O historiador convidou a todos para prestigiá-lo no dia do lançamento do livro.
E o trabalho minucioso de levantamento de dados históricos realizados pelo historiador não para por aí. O escritor já está trabalhando em um novo projeto previsto para o ano que vem. O autor quer comprovar a possível presença de Che Guevara no Alto do Caparaó em Manhuaçu. A pesquisa histórica já estampou a primeira página do Jornal Hoje em Dia. A matéria foi publicada ontem (06). O autor disse que pretende escrever um livro ao concluir a pesquisa.

Por Super Canal

Turma do Gabi 3


Saiu o terceiro número da Turma do Gabi, parceria entre o EMT Estúdio e a Júpiter II. Mais 24 páginas em tons de cinza com a turminha mais bagunceira da paróquia, com Gabi, o cão Fred, Lorenço, o porquinho Fuça-fuça, Serginho Bacana, alienígenas, enfim, um presente de Natal na medida para a gurizada que curte os gibis da Júpiter II, e que já conhecem e adoram aTurma do Gabi.
Méritos para o criador Moacir Torres (que também desenha as HQs, escritas por ele e por Júlio Maga) e seus parceiros no EMT Estúdio.
Maiores informações e vendas:  smeditora@yahoo.com.br

Texto: José Salles

sábado, 4 de dezembro de 2010

Edra, do Sonho à Realidade



Cartunista caratinguense Edra, fala de sua  trajetória  até  realização de dez salões de humor e a fundação da Casa Ziraldo de Cultura.